quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Um palíndromo (Da série, palíndromos politicamente incorretos)


AÍDA VAIA SE DA DROGARIA SAIR A GORDA DE SAIA VADIA.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Unção e outros nem sairam da fralda...

Um palíndromo


ALUNA ALÊ É FIEL À LEI... FÉ ELA ANULA.

(este é um palíndromo raro, cuja crase e acento agudo coincidem)
Raro também é encontrar humildade neste aqui.

sábado, 12 de setembro de 2009

Armando Rixa Passos Dias – da série, Curtos Contos de Cultos

Armando Rixa Passos Dias era uma provação viva. Seu ministério era promover cisões, rachas, rixas. Ministério porque levava a sério suas de-cisões na igreja. Igrejas. Muitas que passara. E em cada uma dela ministrou suas intrigas, até o ponto de se tornar insuportável a manutenção da unidade nas divididas comunidades; aí então, a divisão. Armando saía satisfeito. Achava que era oração respondida. Edificava-se. Para ele, a igreja não mais devia crescer por multiplicação (atos 6) e sim por divisão.
Preferia as igrejas maiores. Quanto maior o bolo, maior divisibilidade. Mas cumpria seu sacerdócio no anonimato - anônimo famoso para alguns – o que o resguardaria de ter que mostrar seu avesso, face interna que todos nós temos. O que de mais verdadeiro pode um cara-ter.
Fazia o tipo crítico-humilde. Dizia: "não gosto de falar nada, mas..." e sempre acabava falando. Minando terreno Santo. Nas discórdias, fazia tudo parecer o inexorável destino das incompatibilidades onde o melhor mesmo, é cada um seguir seu rumo. Oferecer a outra face, para Armando Rixa, era simples; tinha muitas.
Armando Rixa Passos Dias guardava sutilezas que poucos identificavam. Era inteligente, mas não sábio. Perspicaz, mas sem discernimento. Emotivo, contudo sem compaixão. Sempre perto e sem comunhão. Aliás, freqüentava muitas reuniões de oração e, na piedade de orar por alguém, ficava sempre por dentro de tudo o que se passava com todos. O diabo promove muitas reuniões de oração. Talvez ele soubesse disso.
Espalhando más-novas, Armando retro-alimentava entre os fiéis, um sentimento de que, porque os crentes tem tantos problemas, a igreja não está bem e porque a igreja não está bem, os crentes tem tantos problemas. E, como num laboratório, a igreja infectada, ia fazendo suas experiências, como um cientista, que desesperado por fama ou obcecado, vai matando seus ratos.
Todos empenhados e mobilizados para manter a Obra pelas obras; voláteis esforços ativistas, contra o que criam, eram forças das trevas. Quando na verdade, era tão somente a sutil cizânia de Armando Rixa Passos Dias. No entanto alimentavam-se do velho jargão, de que todos são culpados, precisamos melhorar, esquecemos do Senhor, e isso e aquilo...
É grosseiro, mas é realidade. Às vezes um só é o problema. Um Jonas, um Judas. Um Armando. Mas Armando não confessaria isso.
Um dia confessou, mas não se sabe bem para quem. E esse Quem contou que ele tivera um encontro com Deus. Sim, desses místicos encontros, fere-articulação-de-coxa. E Armando Rixa Passos Dias se feriu pra valer. Converteu-se, para falar língua mais comum. Ficou feliz. Ficou pobre. Centrou-se. Só que nunca mais freqüentou igreja alguma. E as igrejas da região viveram em paz. Ele também.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Onomatopaicos

Choco late?
Acade mia!

Buli mia?
Tera pia!

Estro pia?
Mertio late!

Poliga mia?
Vasecto mia!

Uto pia?
Re clama!

Encé falo?
Loboto mia!

Escar late?
R uiva!

domingo, 6 de setembro de 2009

Curta Cinemateca Especial

09 de setembro de 2009
endereço: Largo Senador Raul Cardoso, 207 - Vila Clementino (metro VILA MARIANA)
Entrada Franca

Sessão especial do projeto CURTA CINEMATECA, dedicada à exibição de obras de novos realizadores. Neste mês, serão apresentados os curtas O dia M (2008), de Paulo Leierer, estrelado pelo ator Caco Ciocler, A demolição (2007), de Aleques Eiterer, sobre um aspirante a jogador de futebol profissional, e dois curtas que tratam de relacionamentos amorosos e separações: Amargo café (2009), de Ralph Friedericks, e Quatro jantares (2009).
http://www.cinemateca.com.br/

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

sábado, 29 de agosto de 2009

twit ter (2)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

twit ter

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Tutorial - como transformar alegria em desgosto


Melhor seria você não ir até o fim. Pensei numa homenagem e terminei em sacanagem.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Nicinha e a Casa da Bíblia Aberta (da série, Animais Especiais)

Nicinha se converteu ao Cristianismo de tanto ler o Salmo 91. Não conseguiu ler outras coisas de tão fraquinha que era. Só sua predestinação lhe valia e lhe valeu.
O salmo 91 é aquele exposto em Bíblias abertas nos diversos estabelecimentos, comércio, hotéis, padarias, escolas e até nas próprias capelas. Não se sabe quem começou com isso, de achar que o Salmo 91 trás um tipo de proteção ou sorte. Junto com ele ficam estampados também o 90, que diz da transitoriedade do homem, como ele vira pó de uma hora para outra, e isso e aquilo... Quem sabe o primeiro sujeito que deixou a Bíblia aberta assim, queria exatamente lembrar-se disso, então alguém leu o 91, achou lindo e passou-se a tradição.
Voltando à Nicinha, ela morava em uma dessas casas, de Bíblia aberta no Salmo 91. Já quando leu a primeira vez, achou muito interessante, pois tinha muito a ver com ela aquelas palavras: vivia em “esconderijos” e gostava de “sombra” também.
Tinha inimigos, assim como o escritor. Alguns predadores da vida, que se ela desse moleza, a devorariam. Sentia-se segura ali, na casa da Bíblia aberta, pois como dizia um dos versos, já vira muitos “caírem” do seu lado e ela ali mantinha sua integridade física.
Não quis nem saber, com interpretação literal, neófito que era fez do “Altíssimo a sua morada”. “Praga nenhuma chegará aqui”, repetia. Mas não entendia muito bem as palavras, embora se sentisse bem e segura. Parecia que faltava alguma coisa.
Foi quando, ela não sabe direito como, se um vento ou alguém fazendo uma faxina pra valer, viraram as páginas da Bíblia. De Salmos foi parar lá no Novo Testamento, Evangelho de João. Mais de mil anos em questão de segundos. Ela se incomodou a princípio, pois teve que se refazer, quase mesmo se perdeu. Mas foi retomando a sua vida, agora com novas coisas para ler. E foi se deslumbrando com as novas coisas que lia. O Salmo que ela já conhecia de cor, ganhava mais sentido e percebeu que não precisava ficar presa num poema para ter segurança. Viu um Cristo. Viu como um cisco seus problemas. Quando nervosa, não subia mais pelas paredes. Confessou seus venenos...
Virou evangelista. Não escapou ninguém naquela casa que não caísse nas suas teias. Paralisados ficavam ao ouvi-la. Edificou sua morada na própria Palavra. Palavra de João, e na página da crucificação, fez seu habitat. Até que um dia alguém da casa resolveu pegar a Bíblia, ou para tirá-la dali, ou para limpá-la, ou para reavivar o Salmo 91, ou sabe-se lá por quantos motivos alguém pega uma Bíblia, mas a verdade é que a vida de Nicinha, a aranhazinha, acabou-se ali, num estampido, esmagada entre as páginas de São João...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Atitude evãgélica

Clique para ampliar, depois lave bem o mouse.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Um palíndromo


Ó, DANE-SE SENADO!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

E o canudo vai para...

Sei que vocês estão acostumados a ver montagens por aqui, mas isso aí não é.
Isso é o "Diploma de dizimista" de Edson Luiz de Melo, ex-zelador, de 45 anos, em Belo Horizonte, Minas Gerais, terça-feira (11). Dulce Conceição de Melo, de 65 anos, mãe de Edson, entrou com a ação na Justiça contra a Igreja Universal do Reino de Deus por prejuízo de R$ 55 mil. Ela teve que pedir a interdição civil do filho para impedir que o prejuízo fosse maior e que ele desse mais dinheiro à igreja. Dulce conta que por causa da igreja o filho teve até que ser internado. Líderes da Igreja Universal do Reino de Deus estão sendo investigados por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

fonte : uol

domingo, 9 de agosto de 2009

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Por que?

Por que você não quer mais ir à igreja?
Por que você não quer mais adoecer?
Por que você não quer mais ouvir coisas sem poder responder?
Por que você não quer mais deixar de rir?
Por que você não quer mais ter um estigma?
Por que você não quer mais ser um hipócrita?
Por que você não quer mais fingir que ama?
Por que você não quer mais fingir que é santo?
Por que você não quer mais fingir que é espiritual?
Por que você não quer mais levar as coisas tão a sério?
Por que você não quer mais ser um esquizofrênico?
Por que você não quer mais encaixotar o Reino de Deus?
Por que você não quer mais negar a totalidade da vida?
Por que você não quer mais ter um partido e pregar união?
Por que você não quer mais fingir que seu amigo pagão não é mais gente que seu irmão?
Por que você não quer mais se sentir um constante devedor?
Por que você não quer mais ser chamado de irmão e sim amigo?
Por que você não quer mais ter trilha sonora para suas emoções?
Por que você não quer mais se envergonhar com bizarrices?
Por que você não quer mais marchar com botas de pantufas?
Por que você não quer mais lutar em tantas batalhas sem saber que guerra está?
Por que você não quer mais pregar a cruz e apelar para as leis?
Por que você não quer mais quebrar paradigma e quebrar sua cara?
Por que você não quer mais procurar um Deus em lugar-comum?
Por que você não quer mais viver com propósito sem propósito algum?
Por que você não quer mais viver nos desertos do Antigo Testamento?
Por que você não quer mais falar de uma Graça sem tê-la aprendido?
Por que você não quer mais chamar de querido alguém que você nunca viu?
Por que você não quer mais dizer que dinheiro não é importante?
Por que você não quer mais dizer que sexo é perigoso?
Por que você não quer mais ter uma resposta doce e uma atitude amarga?
Por que você não quer mais dizer que Jesus ama contudo você não pode ajudar?
Por que você não quer mais justificar os fins com os meios de trazer alguém pro meio?
Por que você não quer mais explicar ao seu filho o que você mesmo não compreende?
Por que você não quer mais ser uma bonequinha louva-Deus da Estrela?
Por que você não quer mais buscar a igreja em primeiro lugar como se ela fosse o Próprio Reino de Deus?
Por que você não quer mais perder horas e horas da sua vida com questões que de fato não são tão importantes pra sua vida?
Por que você não quer mais ser um homem-Bíblia e explodir a qualquer momento deixando inúmeras vítimas?
Por que você não quer mais confundir “a Graça da unção vem da voz de Deus” com “a voz de Deus vem da caixa de som”?
Por que você não quer mais perder um amigo porque ele foi ouvir alguém que fala melhor e deixa claro com isso que uma edificação pessoal vale mais que uma amizade?
Por que você não quer mais ver jovens falando como velhos e velhos falando como jovens, tentando se libertar do passado?
Por que você não quer mais fingir que não está com raiva?
Por que você não quer mais saber da competição de quem é que ganha mais almas?
Por que você não quer mais deixar de admitir que um palavrão às vezes valha mais que um jargão?
Por que você não quer mais brincar de durão e molão?
Por que você não quer mais brincar de esconde-esconde a sinceridade?
Por que você não quer mais brincar de estatua?
Por que você não quer mais brincar pega-pega pecados?
Por que você não quer mais brincar de médico de alma?
Por que você não quer mais brincar com a alma do outro?
Por que você não quer mais brincar de beijo, abraço e aperto de mãos?
Por que você não quer mais brincar?
Por que você não quer mais ir à igreja?
Por que?

sábado, 1 de agosto de 2009

Papo de Esperma

X – Espera!
Y – Preciso ir!
X – Vai então!
Y – Sou “valentão” sim e daí?
X – Putz! Além de precoce, é surdo! Eu disse vai então!
Y - Não tenho medo de ser o primeiro...
X – O primeiro a ser gozado lá fora...
Y - Não sei por que você fica tão nervosa...
X – Nervosa, eu?!
Y – Você tá cansada de saber que quando ele me chama devo ir.
X – E quando você chega lá, leva a maior comida porque chegou.
Y - Isso é... Não entendo essa incoerência... Ai... Está me sugando!
X – Se você for, cara, vai todo mundo!
Y – Mas tem outra coisa...
X – O que?
Y – Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar.
X – Calma! Tá cedo!
Y – É sério. Preciso ir.
X – Eu seguro teu rabo!
Y – Não adianta!
X – Não me conformo cromossomos diferentes!
Y – É óbvio! Você é X, eu sou Y.
X – Vocês não conseguem enxergar nada além disso não é?
Y – Ughhrrrsss... Não estou me segurando... Desculpe...
X – “Preciso ir, preciso ir”... Vocês deveriam se chamar esPERNAS!
Y – Porra! Você não entende?!
X – Não me chame assim!
Y – Descul...
X – Pare de pedir desculpas!
Y – É que a maioria ejaculadora não tem nenhuma chance...
X – Deixa de ser espessimista!
Y – Adeus...
X – Espera!
Y – O que?
X – Stssss
Y – Filha da mãe! Passou na minha frente!

terça-feira, 28 de julho de 2009

domingo, 26 de julho de 2009

Muitos Mitos, Raras Realidades

Vinho ruim dá dor de cabeça.
Belas paisagens inspiram poetas.
Pastor bom é o que faz visitas.
A virtude mora no meio.
Ser voluntario é pensar no outro.
Silencio trás paz.
Conversar sobre sexo melhora o sexo.
Decorar versículos protege o crente.
Assistencialismo estraga a pessoa assistida.
Masturbação deixa a pessoa míope.
Paixão faz mal aos jovens.
Quem lê muito escreve bem.
Andar faz emagrecer.
Filho de pastor deve dar exemplo.
Cabelo cresce mais se cortado em lua crescente.
Diácono gosta de pobre.
Cão que late não morde.
Deus trás o desviado pelo bem ou pelo mal.
Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.
Moça em seminário procura esposo.
Café evita o sono.
Todo bêbado sabe cantar.
Chá brocha.
Mãe que amamenta deve tomar leite.
Mente vazia oficina do diabo.
Mente cheia oficina de Deus.
Intuição de mãe não erra.
Em velório de crente não existe tristeza.
Sofrer inspira.
O importante é competir.
Sociedade com pagão não é abençoada.
Bom ator é o que sabe chorar.
Há poder nas palavras.
Poetas são pessoas boas.
Pinga abre o apetite.
Igreja em crise está em pecado.
Toda pregação é palavra de Deus.
Deus castiga...

Vinho ruim inspira poetas.
Pastor bom é o que dá dor de cabeça.
A virtude é pensar no outro.
Conversar sobre sexo protege o crente.
Decorar versículos deixa a pessoa míope.
Ser voluntario melhora o sexo.
Paixão faz emagrecer.
Filho de pastor cresce mais se cortado em lua crescente.
Diácono faz mal aos jovens.
Cão que late trás o desviado pelo bem ou pelo mal.
Masturbação não cai duas vezes no mesmo lugar.
Moça em seminário evita o sono.
Todo bêbado deve tomar leite.
Mente vazia não existe tristeza.
Sofrer é competir.
Bom ator não morde.
Há poder nas pessoas boas.
Mãe que amamenta abre o apetite.
Igreja em crise procura esposo.
Toda pregação deve dar exemplo.
Deus é o que sabe chorar...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Há Pelos – da série, Curtos Contos de Cultos

Era uma vez um pastor que sempre fazia apelos. Tendo ou não sermão, o apelo existia. Fazia apelo em tudo o que considerava oportunidade.
Em aniversário de crianças:
“Alguma criança quer comer bolo na casa do papai do céu um dia? Levanta a mãozinha... A gente nunca sabe quando vai comer um salgadinho estragado... Não vou falar mais... Jesus fica triste quando você se aproxima da mesa dele só quando tem brigadeiro...”

Em velórios: “Não deixe que a vergonha e o respeito pela viúva o impeçam de vir à frente. Amanhã pode ser você que estará coberto de flores. Vou orar por você e já poderá morrer a qualquer momento; sem carência nenhuma...”

Em casamentos: “Você mocinha, que um dia quer estar aqui, mas se sente cada vez mais longe desse sonho... Tome essa atitude de fé: venha à frente enquanto os noivos cumprimentam os padrinhos...”

Tinha muita unção, mas era sem noção. Fazia apelo até em oração para se iniciar uma pelada de acampamento.
Acontece que um dia fora convidado para pregar em uma dessas igrejas em que, especialmente as mulheres, não mexem no corpo. Fazia muito calor. Tudo estava muito quente em todos os sentidos: culto, corpo, espírito... Chegara então o momento do grande apelo de consagração, ou coisa desse tipo. Muitas - para não dizer todas - irmãs se consagraram, mas a visão das axilas in natura deixara o pastor tão impactado – só para usar expressão contemporânea – que naquela noite, dizem, nem o suquinho ralo de maracujá, nem o lanchinho com carne moída ao final do culto tomou.
Na verdade, nunca mais fez apelos. Nunca mais nem pregou. Nunca mais nem se o viu em igreja alguma.

terça-feira, 14 de julho de 2009

O eleva dor


segunda-feira, 6 de julho de 2009

O que é o que é?

O que é o que é?
Toca órgãos, mas não é prostituta.
Lidera mulheres, mas não é feminista.
É sempre homenageada, mas não é escritora morta.
Vive se mudando, mas não é cigana.
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R. Mulher de pastor de igreja tradicional

O que é o que é?
Vive declarando, mas não é contador.
Amarra, mas não é barbante.
Toma posses, mas não é posseiro.
Possui revelações, mas não é fotógrafo.
É super fiel, mas não é cão de guarda.
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R. Pastor neo pentecostal

O que é o que é?
Fica noventa minutos em pé, cantando e pulando, mas não é corintiano.
Ajoelha, mas não reza.
Ergue as mãos, mas não está sendo assaltado.
Aplaude em pé, mas não é platéia de ópera.
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R. Evangélico carismático

O que é o que é?
Fica parado por muito tempo na porta, mas não é soldado da rainha.
Distribui panfletos, mas não é panfletário.
Providencia cadeiras, mas não é marceneiro.
Vive em busca de lugares vazios, mas não é empreendedor imobiliário.
Conversa com bêbados, mas não é diretor dos Alcoólatras Anônimos.
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R. Diácono de plantão

O que é o que é?
Está à frente da banda, mas não é puxador de fanfarra.
Sua fala possui sempre trilha sonora, mas não é Cid Moreira.
Mexe, soca, gira e enrola a massa, mas não é pizzaiolo.
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R. Ministro de música

O que é o que é?
Detesta água, mas não é gato.
Vive da reforma, mas não é mestre de obras.
Gosta de conselhos, mas não é vovó.
É frio e objetivo, mas não é James Bond.
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R. Pastor presbiteriano

É enjoativa, dá receitas e fala mais que um papagaio, mas não é a Ana Maria Braga.
Rouba a cena, mas não é ator coadjuvante.
Responsável pelo sucesso nos apelos, mas não é um bom advogado.
Compõe mantras, mas não é um tibetano.
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R. Banda Gospel

O que é o que é?
É cheio de poder, mas não é o presidente do senado.
Fala muitas línguas, mas não é poliglota.
Lida com fogo, mas não é bombeiro.
Berra, mas não é cabrito.
Impõe as mãos, mas não é massagista shiatsu.
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R. Pastor pentecostal

O que é o que é?
Espalha rodinhas de conversa, mas não é peido.
Pensa que é Deus, mas não é megalomaníaco.
Acaba com a graça, mas não precisa matar palhaço.
É contra a relatividade, mas não é crítico de Einstein.
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R. Pastor fundamentalista

O que é o que é?
Corre riscos, mas não é investidor.
É Gideão, mas não é juiz.
Segue alguém com nome de mártir, mas quem se sacrifica é ele mesmo.
Está de bem com a vida, mas não é atriz em propaganda de absorvente.
Seus ídolos estão num telão, mas não é cinéfilo.
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R. Fiel da Renascer

quinta-feira, 2 de julho de 2009

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Rumo ao chiqueiro

Muricy flagrado após a saída do São Paulo F.C.
Agora só falta ir para o Palmeiras.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

ATO secreto

sexta-feira, 19 de junho de 2009

ca FÉ com LEI te - (16)

?ergunte ao ?astor

167. O Santo do pau oco adquiriu essa fama depois de uma circuncisão mal feita?
168. Quem foi o amante da mulher de Cornélio?
169. Tabernáculo é uma taberna que virou igreja evãgélica?
170. A habilidade de Davi com a funda fazia dele uma pessoa pró funda?
171. O direito de primogenitura era dado apenas aos primos que adoravam sopa de lentilhas?
172. É verdade que a expressão, expiação do pecado, surgiu pela primeira vez quando Davi expiou Bate Seba?
173. A música dos levitas fazia levitar, daí o nome?
174. Betânia e Gilgal eram cidades de menestréis?
175. Quem foi Nerges e o que ele fez ou falou para que alguém gritasse: “Boanerges!” ?

quarta-feira, 17 de junho de 2009

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O clown

Por Federico Fellini

O clown é como a sombra. Tenho sob os olhos, entre outras muitas, uma definição do clown feita por meu conterrâneo Alfredo Panzini, no Dicionario Moderno: "CLOWN - palavra inglesa (pronuncia-se cláun) que quer dizer rústico, rude, torpe, indicando depois quem com artificiosa torpeza faz o público rir. É o nosso palhaço".
Mas também aqui existe a mesma miserável diferença do termo estrangeiro que enobrece a coisa. O palhaço é mais de feira e praça, o clown, de circo e palco. Um bom acrobata é um clown, isto é, quase um artista, e julgará imprópria e ofensiva a expressão palhaço. Mas clown designa também o palhaço. O próprio Carducci, defensor do vernáculo, nas prosas polêmicas de Confessioni e Bataglie, capítulo Ça ira, não desdenha a palavra.
Neste tempos de nacionalismo, que direi eu? Bem, o clown encarna os traços da criatura fantástica, que exprime o lado irracional do homem, a parte do instinto, o rebelde a contestar a ordem superior que há em cada um de nós. É uma caricatura do homem como animal e criança, como enganado e enganador. É um espelho em que o homem se reflete de maneira grotesca, deformada, e vê a sua imagem torpe. É a sombra.
O clown sempre existirá. Pois está fora de cogitação indagar se a sombra morreu, se a sombra morre. Para que ela morra, o sol tem de estar a pique sobre a cabeça. A sombra desaparece e o homem, inteiramente iluminado, perde seus lados caricaturescos, grotescos, disformes. Diante duma criatura tão realizada, o clown, entendido no aspeto disforme, perderia a razão de existir. O clown, é evidente, não teria sumido, apenas seria assimilado. Noutras palavras, o irracional, o infantil, o instintivo já não seriam vistos com o olhar deformador que os torna informes.

Por acaso São Francisco não definiu a si mesmo como jogral de Deus? Lao Tsé afirmava: "Quando produzas em pensamento, te ri dele."

O Branco e o Augusto
Quando digo o clown, penso no augusto. Com efeito, as duas figuras são o clown branco e o augusto. O primeiro é a elegância, a graça, a harmonia, a inteligência, a lucidez, que se propõem de forma moralista, como as situações ideais, únicas, as divindades indiscutíveis. Eis que em seguida surge o aspeto negativo da questão. Pois dessa forma o clown branco se converte em Mãe, Pai, Professor, Artista, o Belo, em suma, no que se deve fazer.
Então o augusto, que devia sucumbir ao encanto dessas perfeições, se não fossem ostentadas com tanto rigor, se rebela. Vê as lantejoulas cintilantes, mas a vaidade com que são apresentadas as torna inalcançáveis. O augusto, que é a criança que faz sujeira em cima, se revolta ante tanta perfeição, se embebeda, rola no chão e na alma, numa rebeldia perpétua.
Essa é a luta entre o orgulhoso culto da razão, onde o estético é proposto de forma despótica, e o instinto, a liberdade do instinto.
O clown branco e o augusto são a professora e o menino, a mãe e o filho arteiro, e até se podia dizer que o anjo com a espada flamejante e o pecador. São, em suma, duas atitudes psicológicas do homem, o impulso para cima e o impulso para baixo, divididos, separados.

O filme (I Clowns) termina com as duas figuras se encontrando e desaparecendo juntas. Por que comove essa situação? Porque as duas figuras encarnam um mito que está dentro de cada um de nós — a reconciliação dos opostos, a unidade do ser.
A dose de dor que existe na guerra contínua entre o clown branco e o augusto não se deve às músicas nem a nada parecido, mas ao fato de presenciarmos a algo que se liga à nossa própria incapacidade de conciliar as duas figuras. Com efeito, quanto mais procures obrigar o augusto a tocar violino, mais dará soprinhos com o trombone. O clown branco ainda pretenderá que o augusto seja elegante. Mas quanto mais autoritária seja essa intenção, mais o outro se mostrará mal e desajeitado.
É o apólogo de uma educação que procura pôr a vida em termos ideais e abstratos. Mas Lao Tsé dizia com acerto: Quando produzas um pensamento (= clown branco), te ri dele (=clown augusto)..Outra Versão do ParNeste ponto, também podia citar a famosa antítese popular chinesa entre ying e yang, o frio e o sol, a fêmea e o macho, todos os possíveis contrastes. Podia-se falar de Hegel e da dialética, acrescentar que os augustos são, mais justamente, uma imagem subproletária do pátio dos milagres, com desnutridos, disformes, marginais, capazes talvez de revoltas, não de revoluções. É provável que o povo sempre os tenha tratado com confiança por causa de sua condição miserável, sentindo-se familiar ao abismo.
Os Fratellini foram os que introduziram um terceiro personagem, o "contre-pitre", parecido ao augusto, mas que se aliava ao patrão. Era o vigarista de rua, o espião, alcagüete da polícia, o liberado a se mover nas duas zonas, a meio caminho da autoridade e do delito.
Com exceção de François Fratellini, que fazia um aéreo clown branco, cheio de graça e amabilidade, incapaz de usar o tom acre da gozação para um mais fraco, todos os clowns brancos eram homens muito duros.Diz-se que Antonet, um afamado clown branco, fora de cena nunca dirigiu a palavra a Beby, que era o seu augusto. O personagem influenciava o homem e vice-versa. Uma das regras do jogo é que o clown branco tem de ser malvado. Ele dá bofetadas.Augusto - Tenho sede.Branco - Tem dinheiro?Augusto - Não.Branco - Então não tem sede.Outra tendência do clown branco é explorar o augusto, não apenas como objeto de burla, mas como serviçal. Neste ponto, é característico este início: — Não tens que fazer nada, eu faço tudo. — E o clown branco manda o augusto pegar as cadeiras, pondo-lhe a fela sob o traseiro.
O clown branco é um burguês, que de entrada procura surpreender com sua aparência de rico, poderoso, maravilhoso. O rosto é branco, espectral, franze as sobrancelhas, a boca é assinalada por um só traço, duro, antipático, frio, desigual. Os clowns brancos sempre competiram para ficar com o traje mais luxuoso na luta dos figurinos. Célebre foi Theodore, que possuía uma roupa para cada dia do ano.
O augusto, pelo contrário, faz um tipo único que não muda nem pode mudar de roupa. É o mendigo, o menino, o esfarrapado...A família burguesa é uma junta de clowns brancos, em que a criança se vê relegada à condição de augusto. A mãe diz: Não faças isso, não faças aquilo... Quando se convidam os vizinhos e se pede à criança que diga uma poesia — Mostra a esses senhores como... — é uma típica situação de circo.Ser Augusto é Bom para a SaúdeO clown branco assusta as crianças por representar o dever ou, empregando uma palavra na moda, a repressão. A criança se identifica de saída com o augusto, na medida em que esse se parece com um patinho feio ou um cachorro e é maltratado, e por isso quebra os pratos, se retorce no chão, se atira baldes d'água no rosto. É o que a criança gostaria de fazer e os clowns brancos, os adultos, a mãe, a tia, impedem que faça.
No circo, através do augusto, a criança pode imaginar que faz tudo o que está proibido, se vestir de mulher, armar surpresas, gritas, dizer em voz alta o que pensa. Aqui ninguém te repreende. Pelo contrário, te aplaudem. (...) Minha cidadezinha se transforma num toldo. A chegada do circo durante a noite, na primeira vez que o vi, ainda criança, teve o cunho de uma aparição. Um mundo novo, não precedido por nada. Na noite anterior não existia e, na manhã seguinte, ali estava, diante da minha casa.
De saída, pensei se tratar de um barco desproporcional. Logo a invasão, pois foi isso, uma invasão, estava ligada com algo de marinho, uma pequena tribo pirata. Então, além do medo, o fascínio pelo clown, surgido desse clima marinho, foi definitivo.
Ao clown principal, Pierino, vi na pequena fonte, no dia seguinte à estréia. Poder tocá-lo, ser ele! Totó, seu irmão, era um clown branco pobre. Trabalhava com uma camisa, uma gravata e umas calças de fustão.Fazer rir me pareceu algo extraordinário, uma sorte, um privilégio. No espetáculo de domingo à tarde, sem o toldo, perto da cadeia, os presidiários gritavam atrás das grades. Totó se dirigiu duas vezes a eles. Como um clown branco, fazia outros augustos infelizes.
Daquele momento em diante, minha cidade se transformou insensivelmente num grande toldo. Sob esse estavam os augustos, junto com o prefeito e o chefe fascista local vestidos de clowns brancos.A insatisfação que os clowns brancos traziam, também se podia achar em figuras dementes da cidade, sobretudo os augustos, mais que os clowns brancos. Essas figuras eram lembradas em casa como bichos-papões. "Se não comes o espinafre, vais ficar como o Giudizio" – dizia minha mãe.Giudizio era justamente um augusto de circo. Um capote militar cinco ou seis vezes maior que o corpo, sapatos de borracha branca até no inverno, uma manta de cavalo nos ombros. Mas possuía sua dignidade, como o mais esfarrapado dos palhaços. Fitava um Isotta Fraschini resplendente e, com uma bagana nos lábios presa por um alfinete, afirmava: "Nem de presente, ficaria com ele.
"Mas o clown branco, com seu encanto lunar, a elegância noturna, espectral, lembrava a fria autoridade de algumas monjas diretoras de asilos; ou a certos fascistas pretenciosos, com as brilhantes sedas negras, os alamares dourados, o rebenque (como a pazinha do clown), os capotões, o fez e os adornos militares, homens ainda jovens com os rostos pálidos dos capangas, dos notívagos. (...)
O Jogo do Clown Branco e do Augusto
O mundo, não só minha cidade, está povoado de clowns. Quando estive em Paris para este filme, imaginei uma seqüência, que depois não rodei, em que, andando de táxi, de tanto falar nos clowns, podia-se vê-los na rua. Velhas ridículas com chapéus absurdos, mulheres com sacolas de plástico na cabeça para se proteger da chuva, chapéus e casacos que encolheram, homens de negócios com pastas típicas e um bispo, de aspeto embalsamado, sentado num auto junto ao nosso.
Se me imagino um clown, creio que sou um augusto. Mas também um clown branco ou, talvez, o diretor do circo. O médico de loucos que, por sua vez, enlouqueceu. Continuemos a prova. Gadda era um belo augusto. Mas Piovene é um clown branco. Moravia, um augusto que desejaria ser branco. Melhor, é um Monsier Loyale, o diretor do circo, procurando conciliar as duas tendências e se manter num terreno objetivo, imparcial. Pasolini é um clown branco do tipo engraçado e sabichão. Antonioni é um augusto desses silenciosos, murchos, tristes. Parise pode ser tudo, um augusto mendigo, sempre meio bêbado, e também um clown branco impertinente, acerado, misógino, dos que esbofeteiam o augusto sem mesmo lhe dar uma explicação. Picasso? Um augusto triunfal, presunçoso, sem complexos, que sabe fazer tudo e no fim é quem vence o clown branco. Einstein, um augusto sonhador, encantado, que não fala, mas no último instante tira, cândido, do bolso a solução do enigma proposto pelo atilado clown branco. Visconti, um clown branco de grande autoridade, cujo faustoso traje impressiona. Hitler, um clown branco. Mussolini, um augusto. Pacelli, um clown branco. Roncalli, um augusto. Freud, um clown branco. Jung, um augusto.
O jogo é tão certo que, se te vês por acaso ante um clown branco, tendes a ser um augusto, e vice-versa. O chefe de produção da minha fita era um clown branco. Assim, os outros no convertíamos em augustos. Apenas a aparição de um clown branco mais ameaçador, o fascista, nos transformava também em clowns brancos, desde o momento em que lhe respondíamos, disciplinados, com a saudação romana.Apenas a destrambelhada aparição de Giovannone, o augusto que assustava as camponesas lhes mostrando o membro como uma lebre morta, surpreso de conviver com esse inquilino que aceitava, nos mudava em clowns brancos quando lhe dizíamos: "Mas o que estás fazendo, Giovannone?" Até na missa essa relação tinha lugar. Acontecia entre o sacerdote e alguns sacristães, que andavam entre os bancos da igreja interrrompendo o rito, com olhos apagados e alcoolizados, a pedir esmola.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Cúmulos-nimbos

Cúmulos-nimbos

Por cúmulos-nimbos deverão passar
aqueles que ficam.
Tão mais assustadores por que passaram
aqueles que foram.

O denso horror,
ao mesmo tempo belo
a quem de fora vê,
brinca de moldar a dor
em desenhos e formas:
uma bigorna, uma flor
num quepe se transforma...
Um ponto de interrogação.

A alma procura em cúmulos-nimbos
a caixa de respostas nela escondida,
enquanto o sol não dissipa nos limbos,
de quem é a culpa de amarmos a vida.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Recall Teológico (4)

A Igreja Evãgélica Santo Suporte do Povo Santo vai promover recall para lideranças montadas em suas fábricas a partir desta segunda-feira, por falhas no sistema de direção. Aqui no Brasil a ação envolverá todos os modelos de crentes fabricados nas décadas de 1970 a 1990.
Esses líderes deverão comparecer a uma das sedes autorizadas, para inspeção e substituição do pivô de direção-da-vida-alheia, bem como do suporte do amortece-dor da bandeja de escândalos.
Em comunicado, a Igreja informou que há riscos de acidentes graves com uma possível quebra do pivô da direção-da-vida-alheia cuja retórica passou do tempo de cozimento, tanto para os modelos de lideranças mais simples, quanto para os mais sofisticados. Estes últimos, embora se apliquem a um número menor de crentes, por outro lado, pivoteiam mais profundamente a vida alheia, à medida que possuem uma automação, i. é, não se submetem às inspeções dos seus próprios fabricantes, mas ganham um selo de qualidade “cabeça” ou “pensador” dos próprios usuários.
No caso do amortece-dor da direção-da-vida-alheia, o risco está na soltura do suporte, pois cada crente tem a sua estrada, suas curvas, sua realidade particular; e uma direção, por mais segura e sofisticada depende do suporte adequado, sem o qual, viverá das abraçadeiras superficiais e fúteis utilizadas na maioria das Igrejas-fabricantes.
Segundo essas marcas de igrejas, as abraçadeiras que fixam (ou tentam fixar) o suporte, podem deslizar pela barra de direção-da-vida-alheia e causar aumento no raio de giro do crente. Em outras palavras menos técnicas, ele sai por aí propagando uma segurança baseada em auto-ajuda, bem longe das orientações do Manual.
Os membros ou os desmembros que já passaram por algum acidente causado pelo defeito apontado poderão “reclamar ao Bispo” a reparação pelos danos teológicos e morais sofridos.

Pr. Caio Pivô da Graça
Gerente de fábrica
e
Pr. Edir Eção dos Santos
Gerente de Almoxarifado

sábado, 30 de maio de 2009

Info novel@

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Vejam Vocês os Vivos


Impressionante como esses quadros de Vocês os Vivos, do diretor Roy Andersson, ficam na cabeça da gente. Quadros, pois foi a impressão que tive quando assisti ao filme que, mesmo sem ter uma continuidade, apresenta a vida desses humanos como se fosse em quadros que ganham vida dentro de uma mesma exposição. Personagens quase inertes, quase sem vida, mas absurdamente envolvidos pelo mesmo fio da vida. Somos nozes.
Vale muito a pena conferir.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Fusão de gigantes (2)

Renascer com Bola de Neve


c Ótimo ( ) c Excelente ( ) c Genial ( ) c demoníaco ( )

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Fusão de gigantes

Universal com Lagoinha
c Ótimo ( ) c Excelente ( ) c Genial ( ) c Demoníaco ( )

terça-feira, 19 de maio de 2009

Via de barro

Sob a cama há um par de chinelos
deixados sempre após mais um dia;
sob eles o barro que marca uma via
pela casa e pelo mundo de flagelos.

A vida é uma cena que se repete:
do mancebo para as costas o agasalho,
a folha que se desprendeu do galho,
cada qual no papel que lhe compete.

A melancolia foi feita de outonos.
Quando o portaozinho da casa rangia,
delatava-me que à rua eu fugia...

Perder contato das coisas banais,
como se esquecem as cenas iguais,
faz-nos perder da esperança o tonos.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Pele Verde


Isto é o trailer de um documentário bem especial da Amazônia que nosso amigo Ralph Friedericks ajudou a produzir. A Amazônia na lente dos próprios moradores.
Vale a pena entrar no peleverde e acompanhar todos os episódios.

sábado, 16 de maio de 2009

Igreja procura

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Um palíndromo

OH... COM ÓCULOS MÓ CARO ED RENE
É NERD E ORA COM SOLUÇO MOCHO.

Não é nada contra o pastor, nem tampouco deva ser verdade, mas palíndromo é assim mesmo; pinta.
E eu perco o amigo, mas não perco o palíndromo.

domingo, 10 de maio de 2009

Imbastável

Não basta ser filho de Deus?
Tem que se sacrificar?
Não basta amar a Deus,
tem que se esfolar.
Não basta amar o irmão,
tem que julgar.
Não basta abraçar,
tem que orar, ungir, abençoar...
Não basta consolar,
tem que converter.
Não basta ler um verso,
tem que catequizar.
Não basta fazer amigo,
tem que fazer prosélito.
Não basta pregar,
tem que apelar.
Não basta cantar,
tem que adorar.
Não basta ser filho de Deus,
tem que provar.
Não basta ver,
tem que ter revelação.
Não basta sonhar,
tem que ter visão.
Não basta ser,
tem que poder.
Não basta crer,
tem que ser evãgélico.
Não basta servir,
tem que ser grande obra.
Não basta Graça,
tem que ter dom.
Não basta ser filho de Deus,
tem que ser bom.
Não basta pensar,
tem que concluir.
Não basta chorar,
tem que se abrir.
Não basta conversar,
tem que edificar.
Não basta a arte,
tem que ter propósito.
Não basta ajudar,
tem que ter depósito.
Não basta uma função,
tem que ter unção.
Não basta dar pão,
tem que dar sermão.
Não basta ser um homem,
tem que ser de Deus...

Não basta ser filho de Deus?
Tem que dizer amém?

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Missão Super Hiper Importante

Aí amigos, segue uma dica super hiper legal:

O Luis Louis (meu prof. de teatro físico/mímica) dirige a peça infantil Missão Super Hiper Importante, que conta a história de três amigas que vão para uma ilha deserta, a Ilha da Caveira, para encontrar um livro encantado que irá revelar um grande segredo. Nessa ilha, elas precisam juntar pistas, passar por lugares perigosos, enfrentar seus medos, tudo para encontrar respostas sobre seus questionamentos. Lá, elas também descobrem o valor da amizade, da alegria e das brincadeiras.
Concebido pela Cia. Luis Louis, o espetáculo faz parte do 2º Manifesto da Mímica Total, que tem como foco a dramaturgia embasada em pesquisas feitas pelo grupo nas áreas de teatro, performance, cinema, música, artes plásticas, arquitetura, semiótica, ciência e filosofia.

Está lá no Teatro João Caetano, até 31/5/09, aos sábados e domingos 17 h.
É o tipo da montagem infantil que adulto também adora ver.

Com: Lene Bastos, Jô Rodrigues e Natália Lopes.
autoria: Lene Bastos / Direção: Luis Louis / Figurino: Fause Halen / Trilha Son.: Fernando Mastrocola / Produção: Reinaldo Vilela.