quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Fragrância de Judas

Para você usar em seus encontros de falsidades...


sábado, 24 de novembro de 2012

Quilombola pra frente!


Os técnicos chamam de grupos étnicos vulnerabilizados, mas pra mim é gente esquecida mesmo. Uma comunidade quilombola, (descendentes dos quilombos) em Santana do Mundaú, Alagoas.
Aí é o Dr. Tinho dando uma "palhestra"; besta que foi, mas ajudou.
Tenho uma compreensão meio torta e tonta das coisas... pra mim estas crianças acreditam mesmo que são felizes por causa exatamente das muitas coisas que lhes falta. A tristeza passa existir na consciência da carência.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Hipapocondríaco


Um DIABETE me falou que não VIAGRAça nenhuma em se DIVERTICULITE NOVALGINA se só de abaixar para CATAFLAN, já sente VOLTAREN as dores e PARACETAMOL basta você sentir que não VALIUM tostão... Ultimamente ela não se ALLEGRA com NÁDEGAS e nem RIM das minhas piadas; diz que não passa de PROZAC fiada. 
Eu BUSCOPAN, mas ela não come e reclama que todo DIAZEPAN e já está enjoada e faz um DRAMIM danado. AIDS mim se eu a contrariar.
Ela diz: “VITILIGO depois, quando eu MELHORAL...”. Fico ASPIRINA, mas ela não liga. Fiz até uma aPRÓSTATA que a deixaria DIENPAX, mas não consigo e não há quem TYLENOL da minha garganta, nem quem coloque um SONRISAL no meu rosto...

Porém, ANADOR fez ela se aproximar de mim e hoje tenho livre ABSCESSO ao seu coração...
Há SOMALIUM que vem pra bem.

Cão together


terça-feira, 24 de julho de 2012

domingo, 1 de julho de 2012

terça-feira, 1 de maio de 2012

Cortem e Progresso?

Campanha contra o Código Florestal
VETA DILMA VEZ

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Considerações de um pessimista


Não importa a cor do sabão, a espuma é sempre branca.
Não importa a tecnologia do relógio, o tempo é sempre implacável.
Não importa a fineza da comida, o intestino é sempre grosso.
Não importa as surpresas do destino, o pobre sempre sofre.
Não importa o dia lindo de sol, a noite sempre vem.
Não importa o tamanho da família, a alma é sempre só.
Não importa a ética de um político, o poder é sempre cínico.
Não importa a beleza de um sapato, sempre o converterei no meu modo de andar.
Não importa o tamanho do bicho, o susto é sempre grande.
Não importa o tamanho da biblioteca, a ignorância sempre é maior.
Não importa o que se procura, a gente só acha quando não quer mais...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Dica do Dr. Tinho

No último sábado, o Dr. Tinho (Especialista em divertirculite) foi visitar na UTI da Ortopedia do HC, a Eliana Zagui.
Ela mora lá. Isso mesmo, há 36 anos.
Ela escreveu esse livro aí. Se você comprar, Dr. Tinho leva pra ela autografar.

Sinopse:
O que você faria se sofresse de paralisia do pescoço para baixo desde a infância, morasse em um hospital e visse seus pais no máximo duas vezes por ano?
E se durante muito tempo seu único contato com o mundo exterior fosse por meio de um aparelho de TV? Como reagiria caso ouvisse os médicos que cuidam de você dizer que não sobreviveria à adolescência? Muitos iriam se entregar. Eliana Zagui decidiu viver.
Vítima de poliomielite por volta dos dois anos de idade, Eliana chegou ao Hospital das Clínicas de São Paulo em janeiro de 1976.
Depois de dois dias vagando em busca de um diagnóstico em hospitais do interior, seus pais ouviram que a menina contraíra paralisia e tinha pouco tempo de vida.
Sem recursos, foram salvos pela dedicação de uma enfermeira e pela carona de um fazendeiro generoso.
A viagem até São Paulo, feita às pressas, foi incapaz de compensar o tempo perdido. O vírus da pólio havia comprometido a musculatura de Eliana do pescoço aos pés.
O diafragma também fora afetado. Ela foi levada ao pulmão de aço, máquina que exerce pressão negativa sobre o tórax para facilitar a respiração.
O resultado, insatisfatório, condenou Eliana a usar o respirador artificial para sempre. A UTI do Instituto de Ortopedia e Traumatologia tornou-se sua casa desde então.

terça-feira, 27 de março de 2012

Dia do Circo



Hoje é dia do circo!

Parabéns a você que faz malabarismos e consegue dar atenção a muitos problemas de uma vez, misturando o de outros também, sem menosprezar e deixar cair no chão o que você acha menor ou menos importante que o seu! Parabéns!

Parabéns a você que tem a coragem de confiar no amigo e aceitar as verdades que lhe atira como facas que passam bem perto de você, mas não te destrói pelo contrário, faz o show da amizade continuar.

Parabéns a você que não fica parado, e pula, se atira e se deixa jogar, segura o outro e é segurado, anda na corda bamba... Que entende a sincronia da comunhão que tem com os outros! Parabéns! A você que corre o risco de agarrar a mão do outro mesmo sem rede de proteção! Parabéns!

Parabéns a você que não se conforma e transforma as realidades, liberta os coelhos das cartolas, fazem pombos brancos surgirem do nada, que faz a moeda e o apego dela desaparecerem e se transformarem em frágeis bolinhas de sabão... Parabéns a você que nunca serra alguém sem que depois não o reconstitua! Parabéns!

Parabéns a você que não tem pavor do ridículo, mas que tem a coragem de ser bobo e abre mão de qualquer postura nobre e adequada só para fazer rir o outro e repartir o poder libertador da graça! Parabéns a você que não tem medo de fazer trincar seu rosto de pessoa séria, com um sorriso de repente!

Parabéns a você a quem não importa onde monta sua tenda... Seu trabalho é tornar esse lugar melhor!

Palhabéns!

Perninha subway

Aquele no ombro dele é a voz da consciência... Entra por um ouvido e sai pelo outro.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Ema ema ema?



Estamos em plena era do ema ema ema, cada um com seus problemas. Bem conveniente para quem, nesses dias de tanta concorrência, é solicitado para comprar um problema alheio e não quer ficar se justificando, aí é só fazer uso desse bordão e tudo bem. Explica-se para os outros e para própria consciência.

O interessante que coincide também com uma era de conscientização do que é ético ou não, do que faz bem pra saúde, do que é politicamente correto, do que é ecologicamente correto, dos preceitos de cidadania... Mas mesmo assim, ema ema ema, porquanto estas são leis para consciência e não para coerência; para coação e não para o coração.

Ema ema ema, cada um com seus problemas, equivale a igo igo igo, cada um no seu umbigo. Ou, inho inho inho, cada um no seu mundinho. Observe se não: nas ruas, no metrô, nos cafés, as pessoas estão com seus fones de ouvido, skates, celulares, note book, todos muito conectados,
não com o mundo, mas com seus mundinhos. Todos sabem o que está acontecendo em todos os contextos, mas não consegue enxergar o que está acontecendo do seu lado: uma planta que nasce da rachadura do concreto; um pombo amuado deixando a vida; um sujeito que bebe o resto da coca do Mac Donalds encontrada no lixo; um idoso que tenta ler o letreiro do ônibus e nesse ônibus inúmeros rostos sem expressão e pensando na vida e seus, ema ema ema...

Aceitamos tanto a cultura da auto-ajuda que nos esquecemos do outro-ajuda. E ouve-se o coro: Ando ando ando, cada um se auto ajudando. (eu sei, esse parágrafo ficou curto, e como dizia um professor, se não tiver assunto suficiente para um parágrafo, melhor excluí-lo do texto. Mas como não sou exemplo também de escritor, mantenho-o; além do mais, com essa nota, acabou ficando maior).

Porém, ainda tem uma parte um tanto mais complicada e que lhe fornece ainda mais razão para encolher a mão: é quando você sabe que alguém tem um problema por culpa dela mesmo. Então você diz: ema ema ema... Mas no fundo julgando: seu seu seu, cada um com o que mereceu. E assim, a vida da gente vai seguindo seu curso, constituída só de vencedores, campeões da honestidade, íntegros e escrupulosos que nunca erraram e nem sequer admitem que possam errar... Vida boa! Só terão um problema também, estarão sós.

Não estou dizendo que é simples. A primeira pessoa que lê o que escrevo sou eu mesmo. E espero me importar e importunar muito mais. Temendo o absurdo da solidão em meio à multidão, tento ajudar e me deixar ser ajudado. Que tal tentar? Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Se está difícil entender alguém, mude o ponto de observação. Inverta a ordem das coisas, só pra ver se alguma coisa muda.
Leia o ema ema ema ao contrário e ame, ame, ame!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

21 02 2012

Hoje é uma data palíndromo!!!
Faça as contas de quando outra dessa ocorrerá.

Resistência...

Fui no sábado último conferir como estão abrigados os desabrigados do ex-Pinheirinho em S.J. dos Campos.
E com a devida permissão, exponho aqui parte dos combatentes e com que “armas” enfrentaram a guarda do Estado.

Seu Jorge (que não é o famoso) e seu temível pincel de uma polegada, com qual agora pinta sem tinta o banco de concreto de sua varanda.

Pablo, o garotinho de 4 anos, que atacou um policial com seu feroz e fiel cãozinho... O qual foi morto na sua frente.
(veja pequeno vídeo aqui)

E essa é a mais perigosa: Ana Julia, com seus fulminantes olhos verdes de raio-x. Capaz de penetrar até a alma do seu “inimigo”, a ponto de convencê-lo de que ela pode facilmente matá-lo de culpa. Automaticamente seu dedo indicador trava no gatilho...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Lei de Steno


Hoje o Google homenageia um cara bem esquisito, convenhamos. Nicolaus Steno. Andou por aqui em meados do século XVII, mas só foi canonizado no final do XX. Que milagres fez não sei, mas não deixa de ser um protagonista na história. (no teatro, protagonista é o personagem que mais sofre transformação em cena). Steno largou de ser cientista para se tornar religioso. Converteu-se do Luteranismo, onde fora criado, ao catolicismo. Eis aí talvez seu maior milagre. Contudo, não é tudo, nem a coisa mais importante.

Quando na ciência, Nicolaus tinha umas pesquisas malucas. Idéias fixas em pedras e dentes de tubarão... Estudou muito anatomia e antes, muito antes do Zé Ramalho cantar que “comumente o nervo se contrai com precisão”, Nicolaus afirmou que um músculo em contração altera sua forma, mas não o seu volume. Então tá, também não sei qual a relevância nem o que significa exatamente, mas acho que podemos dizer que você não deve se sentir menor se uma hora ou outra ficar nervoso, nem muito menos você deve achar que vai ficar maior se demonstrar mais força.

Outra tese que o estranho Santo defendeu (alias naqueles tempos não se defendia teses, elas se defendiam sozinhas), e conhecida como “Lei de Steno”, é que os cristais, por mais belos que sejam, por falta de condições ideais de crescimento, são geometricamente mal formados e assimétricos (o “por mais belos que sejam” é por minha conta). Assim, também podemos no inverso concluir: por mais mal formados que sejam, são belos.

Faça um bom proveito de Nicolaus Steno.

E nesse ano não busque a perfeição da simetria, mas a exploração de si mesmo.