terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Camisinhas e Rastreadores

Calma. Não é em camisinhas que vão instalar rastreadores. Ainda não.
Será nos automóveis. – Até o dia em que sairão de fábrica também com porta-camisinhas. (há hífen?)
Desculpem. Devo separar os assuntos. (tarefa sempre muito difícil pra mim, pois em minha cabeça tudo está muito misturado; saí de fábrica assim)

Rastreadores

Há uma resolução (245) do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que determina que, a partir de agosto desse ano, todos os automóveis saiam da fábrica com rastreadores.
Eu pergunto: a quem interessa tal medida, senão às próprias montadoras, aos fabricantes do aparelho e, principalmente, às seguradoras. - Talvez lá no fim dessa lista de interessados estejam os paranóicos da traição, que terão uma chance a mais de acharem seus parceiros.
Será que é certo isso? Quando na minha adolescência li George Orwell (1984), achei angustiante, mas longe de mim aquelas intromissões na liberdade. Hoje, digamos, estou procurando onde joguei o livro...
Será que não deve ser o consumidor quem deva decidir se quer ou não ser monitorado?
Vou preferir minha privacidade a um carro. Pelo menos até o dia em que colocarão o rastreador em mim.
Um pessimista é um neurótico diferente dos outros. Ele planta o milho, mas vai chupando o sabugo já no presente.
Imaginem que ficarão sabendo que, por exemplo, num domingo à tarde meu carro esteja nas regiões do Parque São Jorge... Conclusão: ele é corintiano.
Ou, ele estaciona sempre próximo àquela igreja-hospital (que opera nos cultos), todos os sábados e domingos... Concluem: ele é um desses charlatões, ou um operado.
Num dia eu resolvo passar em outro lugar ao sair do trabalho. Alguns dias depois, minha mulher me questiona o que eu estava fazendo naquele podólogo que também faz massagem tântrica, pois meu carro se encontrava estacionado em frente.
Como provar que eu estava comprando um componente do micro na Rua Aurora e não no “cinema”?
Num restaurante e não na Universal?
No hospital na Frei Caneca e não no shopping?

Camisinhas

O Ministério da Saude vai reforçar durante o Carnaval a distribuição de preservativos em todo país. Além dos 45 milhões de camisinhas distribuídos mensalmente, mais 10 milhões de preservativos serão disponibilizados durante a folia.
Por que é o governo quem tem que desembolsar, não apenas com os preservativos, como também com as campanhas?
Por que os fabricantes de camisinhas, os que lucram, – aliás são os únicos que lucram também quando suas marcas são colocadas no pau – não tomam eles a frente das campanhas por esse Brasil a fora e, dos lucros que gozam, ejaculem os custos?

2 comentários:

Anônimo disse...

relax baby, provavelmente ficaremos mais surpresos em saber onde andaram nossas mulheres...

joão ali

Wilson Tonioli disse...

como assim?